6 erros que encarecem uma reforma residencial

6 erros que encarecem uma reforma residencial

Aumentar ou modificar uma residência é a realização de muitos clientes. Para a construtora, é também uma oportunidade de diversificar os tipos de obra e aumentar a cartela de clientes. Porém, é preciso ter cuidado: alguns erros encarecem a reforma residencial e podem facilmente extrapolar o orçamento. 

Para a empresa, pode até parecer vantajoso um orçamento mais caro. Contudo, o cliente precisa entender o valor de cada parte que pagará. Senão, vai procurar outra equipe que faça um orçamento mais em conta.

Outro aspecto importante é que a própria construtora pode cometer esses erros e encarecer a reforma. O cliente, claro, não vai pagar por eles — e o dinheiro para cobrir esses problemas sairá das finanças da empresa.

Neste texto, você conhecerá 6 erros que encarecem uma reforma residencial e o que fazer para evitá-las. Confira!

6 erros que encarecem uma reforma e o que fazer para evitá-las

Veja problemas comuns em reformas — e que sua empresa não pode cometer:

1. Não elaborar o planejamento da reforma

Uma reforma pode parecer uma obra mais “simples”, mas quem está no canteiro sabe que não é assim que funciona. Como já há uma estrutura ali, a equipe precisa acompanhar o que já foi construído e restaurar o que foi danificado.

Em alguns casos, quando a construção é mais antiga, o trabalho pode ser ainda maior, pois algumas peças já não estão à venda ou são raras. Portanto, é uma obra complexa, que precisa de muita análise antes de começar a ser feita. 

No papel, o planejamento é o projeto executivo — documento que conta com 

Já na prática, além do projeto, utilize o relatório diário de obra (RDO), registro com as principais ocorrências do dia de trabalho. No documento, você pode adicionar checklists para se certificar de que todos os pontos estipulados estão sendo seguidos pelos trabalhadores.

2. Não definir um orçamento

Imagine chegar ao restaurante e pedir um prato sem saber o preço. Na hora de pagar, você descobre que o valor é o triplo do que imaginava — e não há dinheiro suficiente na sua conta. 

Não há como começar uma obra sem ter uma estimativa dos gastos. Portanto, você não pode dar ao cliente uma “ideia” do valor; é preciso que o orçamento seja estipulado detalhadamente, incluindo a porcentagem de lucro da prestadora e outras taxas essenciais.

Com um orçamento detalhado, você consegue até se precaver de empecilhos na obra sem comprometer as contas da empresa.

3. Ignorar possíveis atrasos

Por ser uma reforma, a construtora pode alegar que será uma obra menor, já que não precisará construir do zero. Além disso, a pressa para devolver a residência ao cliente pode fazer a construtora optar por um cronograma mais enxuto. Porém, esse prazo vai exigir um trabalho com pressa, que pode atrapalhar o resultado da obra, necessitar de retrabalho e, no fim, encarecer a reforma desnecessariamente.

Na hora de criar o cronograma, estipule um prazo que seja possível de cumprir e, principalmente, pense em potenciais empecilhos. Se a reforma ocorrer em época de chuvas, por exemplo, a obra provavelmente atrasará.

4. Utilizar materiais de baixa qualidade

Os materiais podem encarecer a reforma, mas se forem bons, significarão uma economia a longo prazo. O problema é quando a empresa deseja apresentar um orçamento enxuto e, para tal, compra itens de menor qualidade.

Numa obra, qualquer material que não ofereça o máximo desempenho pode prejudicar a segurança da construção. Utilizar materiais de baixa qualidade é um erro que encarece a reforma depois de um tempo, já que a empresa terá que se responsabilizar pelo conserto sem custos adicionais.

Obviamente, sua empresa não precisa utilizar os materiais mais caros do mercado, mas sim os que oferecem o melhor custo-benefício. É uma forma de ofertar um orçamento mais em conta sem prejudicar a qualidade da obra.

5. Subestimar o barulho da obra

Qualquer obra faz barulho, mas se a residência estiver em um condomínio com casas muito próximas ou, pior, for em um apartamento, pode incomodar bastante os vizinhos. 

O art. 1336 do Código Civil, obriga o proprietário a:

II – não realizar obras que comprometam a segurança da edificação;

III – não alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas;

IV – dar às suas partes a mesma destinação que tem a edificação, e não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego, salubridade e segurança dos possuidores, ou aos bons costumes.

A construtora pode até pensar que esse problema não lhe diz respeito, mas a vizinhança pode conseguir um embargo e paralisar a obra — o que causará um prejuízo não apenas ao cliente, mas também à empresa.

Antes de qualquer alteração, o cliente e a empresa precisam entender a convenção do condomínio. Além disso, converse com o síndico para saber quais as regras para uma reforma e, principalmente, os horários mais aceitáveis.

Por fim, apresente documentos como o projeto executivo e o ART ou RRT, que provam que a reforma respeita a estrutura do prédio.

6. Não se preparar para alterações

Mesmo durante uma obra aprovada, o cliente pode se arrepender e pedir alterações. Sua construtora e a equipe precisam estar preparadas para isso, o que inclui analisar se essa mudança é possível e, caso seja em um condomínio, se há possibilidades de executá-la.

Se a alteração for viável, documente o pedido do cliente e, se possível, peça sua assinatura. É essencial ter tudo anotado para que, no futuro, ele não alegue que a obra não segue o que foi acordado no projeto executivo.

Outro fator importante é que, nesse caso, a obra sairá mais cara, mas não por um erro da empresa. Portanto, converse com o cliente sobre alterações no orçamento relacionadas a essa mudança no planejamento.

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