Como evitar retrabalho em reformas residenciais

Como evitar retrabalho em reformas residenciais

Décimo terceiro, aumento de salário, bonificação atual. Não importa de onde saiu o dinheiro, o brasileiro quer usá-lo para investir na casa. Segundo estudo feito pela joint venture Juntos Somos Mais, 33,2% dos participantes desejavam fazer uma obra no próprio imóvel.

Para uma empresa especializada em reformas, é a chance de conquistar indicações. O problema é quando ocorrem retrabalhos na reforma: o contratante pode achar que os operários não fizeram o que foi contratado — mesmo que a mudança tenha sido solicitada pelo próprio cliente.

Neste texto, você verá 8 dicas para evitar retrabalho numa reforma residencial e, de quebra, deixar uma boa impressão com os clientes. Continue a leitura:

8 dicas para evitar retrabalho numa reforma residencial

Veja o que fazer para entregar uma reforma que esteja de acordo com o desejado pelo cliente e, claro, não necessite de refações:

1. Planeje seu trabalho

Um problema muito comum na parte operacional de uma obra é não elaborar um plano para o próprio trabalho. Como o mestre de obras já tem pleno domínio de materiais e técnicas, pode achar que não há necessidade de fazer o planejamento da reforma. Contar apenas com conhecimento e memória, contudo, pode ser um problema que trará muito retrabalho no futuro.

Ter um planejamento é, na realidade, criar um projeto para a reforma da casa. 

Com o projeto, você entende o que precisa de reforma, até onde mexer, quais técnicas utilizar e, principalmente, as especificidades de cada área reformada. Se a equipe mudar no meio da obra, o plano servirá como um “mapa” para o novo operário se orientar.

2. Monte relatórios diários

O relatório diário de obra (RDO) é um documento que traz tudo o que de mais importante aconteceu na rotina de um canteiro. Trabalhadores e suas funções, equipamentos utilizados, EPIs, condições climáticas e empecilhos são alguns dos fatores que você pode anotar no registro.

O grande diferencial do RDO é justamente sua anotação diária. Assim como o planejamento, esse registro ajuda novos funcionários a entenderem a atuação situação da reforma. Contudo, por ser um diário da obra, ele permite uma imersão muito mais detalhada no trabalho.

Além disso, o RDO também auxilia o cliente a saber como está a reforma, permite que o gestor da obra fique atento mesmo que não esteja presente e funciona como justificativa para um eventual atraso. 

3. Faça uma vistoria técnica

Nem sempre o que o cliente deseja é o que a casa realmente necessita. Em muitos casos, a reforma que ele deseja é apenas estética, mas o imóvel precisa de uma modificação estrutural por completo.

Reformar sem vistoria é trabalhar no escuro. Antes de qualquer alteração, verifique:

  • instalações elétricas e hidráulicas existentes;
  • situação atual da estrutura por completo;
  • infiltrações, trincas e umidade;
  • desníveis e problemas ocultos.

Enquanto faz a vistoria, anote tudo no relatório de obra. Insira também fotos e vídeos, que funcionarão como prova dos seus apontamentos.

Por exemplo: o cliente pode desejar apenas a construção de um novo cômodo. Durante a vistoria, porém, você descobre que há problemas de infiltração que vão deixar a nova estrutura com mofo, assim como já ocorre com o restante dos cômodos. Essa é a chance de mostrar ao cliente que será preciso fazer uma obra mais completa e que, futuramente, você não precisará voltar ao espaço para lidar com o surgimento de manchas e mofo.

4. Alinhe as expectativas do cliente

Um imóvel mais antigo pode não atender a todas as vontades que o cliente necessita — ou, se ele fizer questão, a obra será muito mais extensa. É preciso explicar tudo o que o projeto executivo estipula e o que a estrutura da casa permite.

Antes de começar a obra, faça uma reunião inicial para validar escopo, orçamento e prazos.
Apresentar o que está e o que não está incluso dentro dos recursos financeiros que a empresa estipulou. Com todas as etapas explicadas, formalize em contrato e memorial descritivo. 

5. Faça orçamento com margem de segurança

Para não perder o cliente, é comum apresentar um orçamento mais apertado e ajustar com materiais mais em conta. Porém, contar com um valor insuficiente de dinheiro fará com que a empresa tenha poucos recursos para trabalhar e, se houver algum imprevisto, terá que arcar com o próprio dinheiro para não entregar uma reforma com baixa qualidade.

Na hora de fazer o orçamento, leve em conta todo o trabalho, materiais, custos diretos e indiretos, além de uma margem de segurança suficiente para manter o trabalho caso ocorra algum problema. 

6. Siga a ordem de trabalho para reforma

Uma reforma residencial precisa ter passos no trabalho, senão outras partes da casa serão afetadas. Em muitos casos, a família continua nos cômodos que não passarão pela obra. Portanto, é preciso proteger essas áreas.

Siga a ordem:

  • proteção do imóvel: proteja áreas que não serão reformadas e, se necessário, instale tapumes internos. Isole móveis, pisos e esquadrias;
  • demolições e remoções: remova revestimentos antigos, quebre paredes, retire  louças, metais e esquadrias antigas. Depois, faça a limpeza inicial;
  • infraestrutura elétrica: verifique a passagem de eletrodutos e fiação para inserir novos pontos de tomadas, interruptores e iluminação;
  • infraestrutura hidráulica: hora de mexer em tubulações de água e esgoto, pontos para louças, chuveiros, torneiras e aquecedores;
  • gás (se houver): faça adaptações conforme as normas técnicas;
  • fechamentos e regularizações: fechamento de rasgos e parede, reboco e emboço, regularização de pisos e paredes, impermeabilizações;
  • revestimentos: faça o assentamento de pisos e revestimentos, rodapés e rejuntes;
  • forro e gesso (se houver): rebaixamento de teto, sancas, cortineiros e nichos. Por fim, prepare a iluminação embutida;
  • pintura: preparação de superfícies, selagem, massa, lixamento e pintura final;
  • instalações finais: louças, metais, tomadas, interruptores, portas e ferragens;
  • marcenaria e vidros: móveis planejados, bancadas, espelhos e boxes.

7. Tenha comunicação clara 

O projeto é técnico e objetivo, portanto nem sempre traz a subjetividade do que o cliente deseja. Além disso, ele costuma ser leigo, sem entender as medidas, técnicas e dimensões especificadas no papel.

Converse sempre com o cliente para que ele entenda o que está sendo feito, quantos dias de trabalho ainda serão necessários, qual a fase da reforma e o que esperar no pós-obra. Assim, você evita reclamações sobre alguma alteração inesperada e, consequentemente, retrabalhos na reforma.

Outra vantagem é que a comunicação constante passa confiança ao cliente, pois mostra que a equipe não tem nada a esconder.

8. Documente pequenas alterações

Quem trabalha com reformas sabe como é comum o cliente pedir uma “mudancinha” aqui, outra “mexidinha” acolá. Porém, alterações sem documentação podem dar um problema no futuro, com o próprio cliente alegando que não foi aquilo que ele solicitou e, pior, não está no projeto. 

Então, como o mestre de obras vai provar que as mudanças feitas fora do planejamento não foram feitas por irresponsabilidade da equipe?

Se o cliente fizer qualquer pedido de alteração, documente no relatório diário de obra e, depois, no projeto executivo. Quanto mais registros, melhor. 

Evite retrabalhos na reforma com o App Diário de Obra

O cliente pediu alterações na obra? Houve algum imprevisto que impossibilitou o trabalho no dia? É só abrir o App Diário de Obra e registrar tudo no seu relatório.

Além de anotações básicas, você pode criar checklists, registrar todos os profissionais presentes no dia e até anexar imagens e vídeos. 

Conheça o App Diário de Obra!

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