Retrofit: o que sua construtora precisa saber

Retrofit: o que sua construtora precisa saber

Versatilidade é palavra-chave na construção civil. Mesmo que sua construtora seja especializada em determinados tipos de obra, entender como executar outros formatos é importante caso um potencial cliente procure você para um projeto importante. Para quem deseja trabalhar com restauração de imóveis, o retrofit é uma técnica imprescindível.

Ao reformar sem modificar as características originais do projeto, sua construtora consegue trabalhar com um amplo espectro de clientes, principalmente imóveis históricos. Contudo, a técnica pode ser utilizada para a reforma de qualquer construção.

Neste post, você entenderá o que é retrofit, qual a sua diferença em relação a outras técnicas de reforma e quando implementá-la. Continue a leitura:

O que é retrofit?

Retrofit é uma técnica em que a construtora reforma o espaço, mas mantém a fachada idêntica ao projeto original. Aqui, o objetivo não é estético, e sim funcional: o imóvel fica mais moderno, eficiente e, principalmente, seguro.

A grande vantagem do retrofit é, de certa forma, manter a história local. Pense em cidades com diversos casarões históricos. Com o passar do tempo, essas construções precisam de manutenções e reformas, mas modificar a fachada elimina parte da arquitetura histórica e pode até afetar negativamente o turismo da região.

Retrofit pode ser feito em imóveis tombados?

Sim! Outro benefício da técnica é adequar casarões e prédios históricos à legislação vigente. 

As normas regulamentadoras se modificam constantemente para oferecer espaços mais seguros aos usuários. Logicamente, edificações antigas também precisam dessa adequação. O retrofit permite que a construtora adapte esses espaços à lei sem “apagar” sua essência.

A reforma de um edifício histórico passa por uma série de burocracias, que podem parecer exageradas, mas são fundamentais para assegurar um projeto que beneficie tanto a construtora quanto a cidade. Portanto, antes de começar qualquer obra, precisa ser aprovada pelos órgãos governamentais, como o Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (IPHAN) e prefeituras

E, mesmo com todas as questões burocráticas, vale a pena investir no retrofit desses espaços. Além de trazer mais segurança e evitar acidentes graves, as reformas garantem que esses imóveis continuem sendo visitados.

O retrofit funciona apenas para prédios históricos?

Não. O retrofit se adapta a qualquer construção que esteja obsoleta, mas queira manter a fachada. Se um cliente seu mora na mesma casa há décadas e tenha apego ao desenho original, o engenheiro responsável pode elaborar um projeto que otimize o espaço sem mudar a parte externa.

Quais partes da estrutura são modificadas com o retrofit?

O novo projeto pode renovar parcial ou totalmente a fachada, apenas para adequá-la às normas vigentes. A construtora repetirá o desenho original, agora com materiais mais modernos e uma pintura nova.

Já as instalações elétricas e hidráulicas costumam ser renovadas por completo — desde um novo projeto aos materiais. Também é preciso repaginar estruturas (como a fundação) e revestimentos (acabamento interno e externo).

Retrofit, reforma, reabilitação e restauro: quais as diferenças?

Apesar dessa explicação, retrofit pode parecer apenas uma reforma. De certa forma, é: afinal, a construtora vai alterar uma construção já existente. Contudo, é como um subtipo de reforma, ou seja, tem suas especificidades.

Reabilitação e restauro também são subtipos de reforma que podem facilmente ser confundidos com o retrofit. Vamos ver um pequeno resumo dessas diferenças:

Reabilitação

Reabilitação é a reforma com base mais funcional, ou seja, em tornar o imóvel seguro e novamente pronto para uso. 

Restauro

O restauro é a técnica mais parecida com o retrofit, mas é voltado especificamente a patrimônios históricos e culturais, incluindo imóveis tombados. Aqui, o interesse é na manutenção das estruturas. Portanto, as técnicas e os materiais utilizados devem ser iguais ou compatíveis com os originais.

Como o restauro interfere em imóveis históricos, também necessita da autorização de órgãos governamentais.

Retrofit

Já o retrofit traz a modernidade a um imóvel antigo. Os materiais e técnicas são avançados, mas a estrutura se mantém com a mesma aparência. Assim como o restauro, também precisa da autorização do Iphan ou da prefeitura quando o objetivo é alterar edifícios históricos. Porém, a construtora tem muito mais liberdade quando adota esse tipo de reforma.

Algumas das possibilidades que o retrofit permite, mas não restauro, não:

  • uso de sistemas de eficiência energética ou mais sustentáveis, como painéis fotovoltaicos;
  • troca de de pisos e revestimentos;
  • sistemas de internet e telefonia;
  • modernização de elevadores;
  • projeto de acessibilidade;
  • sistemas de iluminação;
  • ar-condicionado.

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